Falas como se eu já soubesse,
Mas eu não sei, ainda não compreendo,
Nem quero, o entender é limitado,
Deixa que eu permaneça assim,
Fingindo que não entendo.
Suas palavras chegam até mim,
Eu sei a intenção de cada uma,
Mas eu quero ir além,
Quero entender o que trazem por trás,
Há algo a mais que não consegue me dizer.
Eu irei desvendá-las, sei que irei,
Estou atenta aos detalhes,
A todas as palavras pronunciadas,
Seus olhos trazem um brilho,
Que nunca vi igual.
Estes paralisam os meus, ficam imóveis,
Tudo está acontecendo, nem percebes,
Apenas se preocupa em me olhar,
Entendo perfeitamente o que expressam,
Deixe que se comuniquem em paz.
Olhaste-me, acariciando lentamente minha face,
Esta fixada a minha, tentando ler meus pensamentos,
Curvaste-se até mim, seus lábios não saíram nenhuma palavra,
Apenas se renderam aos meus, na mais perfeita sintonia.
Não posso explicar,
Pois é como o entender,
Muito limitado.
Legal o poema. Ele é simples, porém rico, tem toda uma carga emocional que é compreensível para o leitor. E traz um bem estar. Mto Bonito, gostei...
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