Pequena menina que canta,
Com seus belos olhos que encantam,
Correndo descalço sem rumo,
Sem nada para seu próprio consumo.
Não há mais como sonhar,
Apenas buscar recursos para sobreviver,
Bem que querias acordar,
Para não ver isso acontecer.
A pele já queimada,
Todas as esperanças findadas,
Está apenas a esperar,
A sua hora chegar.
Apenas uma na multidão,
Que sofre o mesmo destino,
Ficam a espera do socorro divino,
Enquanto ainda bate o coração.
Não há aonde recorrer,
Todo mundo está a perecer,
Seus olhos ainda estão abertos,
Sua alma se compara a um deserto.
Os lábios sempre secos,
Escutasse apenas os ecos,
Pedidos desesperados,
De seres desamparados.
Foi encantar em um belo lugar,
Lá não habita a tristeza,
Os anjos estão a contemplar,
O inevitável final de todo aquela pobreza.

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