terça-feira, 13 de setembro de 2011

Marcas



 
Lembro-me do seu doce olhar,
Olhos perdidos, inconsoláveis,
Cheios de dúvidas e marcas
Que reflete da alma.

Suas palavras carregam
A dor que sofreras,
Que sempre vem
Acompanhadas por lágrimas.

O coração já não sabe disfarçar,
Palpita em grande agonia,
Feridas que o tempo até pode amenizar,
Mas nunca apagar.

Tento encobrir, os olhos insistem em demonstrar,
O que preciso esquecer,
A memória quer relembrar,
Mesmo que só exista no pensamento.

Lembro-me do seu doce olhar,
Que preenchia o brilho dos meus,
Mas a sua luz se apagou,
E a dos meus, nunca mais se reacendeu.

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